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FIIs de Tijolo: Professor Mira Revela 4 Setores Estratégicos

09 de outubro de 2026

O mercado de fundos imobiliários entra em uma nova fase de valorização com a perspectiva de queda nos juros globais e locais. O analista Professor Mira destaca a importância de migrar para ativos reais, apontando quatro setores como os grandes vencedores deste ciclo econômico.

A Retomada dos Ativos Reais no Cenário Macroeconômico

O mercado brasileiro de investimentos atravessa um momento de transição fundamental. Após um longo período de dominância da renda fixa e dos fundos de papel (recebíveis), o foco dos grandes players e especialistas, como o Professor Mira, volta-se para os ativos tangíveis. O movimento de rebalanceamento de carteira reflete a expectativa de um ciclo de corte na Taxa Selic, o que tradicionalmente beneficia os Fundos Imobiliários (FIIs) de tijolo.

Investir em tijolo significa adquirir participação direta em imóveis físicos. Em momentos de juros altos, esses fundos tendem a sofrer devido ao custo de oportunidade da renda fixa. No entanto, quando os juros recuam, o valor patrimonial desses ativos tende a ser reprecificado para cima, gerando ganhos de capital robustos para quem se posicionou antecipadamente.

Os Quatro Pilares para uma Carteira Resiliente

Para navegar nesta transição, Mira aponta quatro segmentos específicos que apresentam a melhor relação entre risco e retorno. O primeiro deles é o setor de Logística. Com a consolidação do e-commerce no Brasil, galpões modernos e bem localizados continuam com vacância baixa e contratos atípicos de longo prazo, garantindo previsibilidade de receita.

O segundo pilar reside nos Shoppings Centers. A resiliência deste setor no pós-pandemia surpreendeu analistas. A capacidade de repasse inflacionário nos aluguéis e o aumento do fluxo de consumidores tornam esses ativos geradores de caixa constantes, servindo como uma proteção natural contra a inflação.

Já o terceiro setor em destaque são as Lajes Corporativas de alto padrão. Embora o home office tenha mudado a dinâmica do trabalho, as empresas do setor premium (AAA) voltaram a ocupar espaços em centros financeiros, como a região da Faria Lima em São Paulo. Por fim, o setor de Renda Urbana, que envolve contratos com grandes redes de varejo e supermercados, oferece uma estabilidade geográfica única por estar inserido no cotidiano das cidades.

Estratégia e Timing de Investimento

Aumentar a exposição em tijolo exige, contudo, cautela e análise do Valor Patrimonial (P/VP). Muitos fundos ainda negociam com desconto em relação ao custo de reposição de seus imóveis, o que representa uma margem de segurança para o investidor. A tese defendida por Mira é de que o mercado antecipa os movimentos da economia real; quando a queda dos juros for plenamente sentida no varejo, as melhores oportunidades de entrada já terão passado.

Além da valorização das cotas, há o fator dos dividendos. Com a ocupação subindo e a possibilidade de renegociação de aluguéis em patamares mais elevados, o dividend yield dos fundos de tijolo tende a se tornar mais competitivo frente aos títulos públicos, atraindo um fluxo massivo de capital institucional e de varejo nos próximos meses.

A janela de oportunidade nos FIIs de tijolo é clara: enquanto o mercado ainda digere as oscilações fiscais, o investidor estratégico planta hoje para colher a valorização patrimonial de ativos que são o alicerce da economia física brasileira.

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Fonte original: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/professor-mira-aumenta-exposicao-em-fiis-de-tijolo-e-sugere-quatro-setores/. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.