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Os 5 fundos multimercados que superam o CDI em 2024

20 de julho de 2026

Em um cenário de alta volatilidade e juros restritivos, um grupo seleto de gestoras conseguiu destravar retornos expressivos acima do benchmark nacional. O foco em ativos internacionais e a agilidade na realocação de risco foram os grandes diferenciais para os fundos que lideram o ranking do semestre.

A Resiliência em Tempos de Volatilidade

O mercado financeiro brasileiro atravessa um período de incertezas que testou a resiliência até dos investidores mais experientes. Com a taxa Selic em patamares elevados e o cenário fiscal doméstico sob constante escrutínio, a classe de fundos multimercados enfrentou o desafio de entregar retornos reais. No entanto, os números do primeiro semestre revelam que a gestão ativa, quando bem executada, ainda é a melhor ferramenta para superar o CDI.

Enquanto a média da categoria sofreu para acompanhar o indexador, um grupo restrito de casas de investimento conseguiu navegar as águas turbulentas com maestria. O segredo não esteve apenas na proteção de capital, mas na identificação de distorções de preços em mercados globais e na antecipação de movimentos de política monetária.

O Trunfo das Teses Internacionais

O grande diferencial dos fundos campeões de rentabilidade neste período foi o olhar atento ao exterior. Com a economia dos Estados Unidos demonstrando uma força inesperada e o setor de tecnologia impulsionado pela Inteligência Artificial, as gestoras que internacionalizaram suas carteiras colheram os melhores frutos. Um exemplo emblemático é a estratégia adotada pela Parcitas, que alcançou a marca de 152% do CDI através de uma alocação tática inteligente.

Esses gestores souberam ler o descasamento entre os juros globais e as expectativas de inflação. Além disso, a valorização do dólar frente ao real serviu como um hedge natural e um motor de performance para aqueles que mantiveram posições compradas na moeda americana. O resultado é um distanciamento claro entre as estratégias generalistas e as casas especializadas em macroeconomia global.

Perspectivas e Seleção de Ativos para o Próximo Semestre

Olhando para o futuro, o investidor precisa entender que a rentabilidade passada não garante ganhos futuros, especialmente em uma classe de ativos que carrega o DNA da volatilidade. A seletividade passa a ser a palavra de ordem. Os fundos que lideram o ranking atual compartilham características fundamentais: baixa correlação com a bolsa local e uma capacidade de execução ágil para mudar de direção conforme o cenário macro se altera.

A manutenção dos juros em patamares restritivos no Brasil pressiona os ativos de risco, mas também abre oportunidades em crédito privado e arbitragem. Para o investidor de varejo ou private, o foco deve ser na diversificação entre diferentes estilos de gestão (Macro, Long & Short e Arbitragem) para mitigar os riscos de concentração que frequentemente penalizam as carteiras em anos eleitorais ou de transição econômica.

A diversificação internacional deixou de ser um luxo para se tornar o pilar central de sobrevivência de qualquer portfólio que pretenda vencer a inércia do CDI no longo prazo.

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Fonte original: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/acima-do-cdi-com-emocao-os-5-multimercados-campeoes-em-2026/. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.