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Havan no Exterior: Luciano Hang Avalia Expansão no Mercosul

04 de outubro de 2026

O empresário Luciano Hang iniciou diálogos estratégicos com autoridades paraguaias e uruguaias para internacionalizar a marca Havan. A movimentação reflete uma postura de cautela e diversificação diante da volatilidade do cenário macroeconômico brasileiro.

Estratégia Havan: A Internacionalização como Resposta ao Cenário Nacional

A Havan, gigante do varejo brasileiro conhecida por suas megalojas e réplicas da Estátua da Liberdade, está pavimentando o caminho para cruzar as fronteiras nacionais. O proprietário da rede, Luciano Hang, intensificou recentemente as negociações com autoridades do Paraguai, sinalizando que a expansão para o Mercosul é a próxima grande fronteira para o grupo catarinense.

Esta movimentação não é apenas um passo logístico, mas uma manobra estratégica de diversificação de portfólio e risco geográfico. Ao prospectar mercados vizinhos, a Havan busca replicar seu modelo de sucesso em economias que, embora menores, apresentam regimes tributários competitivos e ambientes de negócios em transformação.

O Fator Político e o Freio de Arrumação no Brasil

Apesar do otimismo com o mercado externo, o ritmo de crescimento dentro do território brasileiro parece ter entrado em uma fase de observação. Hang, figura notória por suas posições políticas, deixou claro que a velocidade dos investimentos domésticos está intrinsecamente ligada à estabilidade institucional e aos resultados eleitorais no Brasil.

Na visão do empresário, o varejo depende fundamentalmente da confiança do consumidor e da previsibilidade econômica. "A gente tem que estar muito ligado à hora de acelerar e à hora de frear", afirmou, indicando que a Havan não hesitará em reduzir o passo de novas inaugurações caso perceba uma deterioração no ambiente de negócios nacional. Esse pragmatismo financeiro destaca a sensibilidade do setor varejista às flutuações de juros e inflação.

Paraguai e Uruguai: Destinos Estratégicos

O interesse pelo Paraguai não é fortuito. O país tem se consolidado como um hub logístico e industrial na América Latina, oferecendo leis de incentivo fiscal, como a Lei de Maquila, que atraem investidores brasileiros. Uma unidade da Havan em solo paraguaio poderia servir como um laboratório para a marca entender o comportamento do consumidor hispânico antes de avançar para outras praças.

Além do Paraguai, o Uruguai também figura no radar de expansão. O mercado uruguaio, conhecido por sua estabilidade jurídica e alto poder aquisitivo per capita em relação à média regional, representa uma oportunidade de posicionamento premium para a rede. A estratégia de internacionalização serve, portanto, como uma válvula de escape para o capital da empresa em momentos de incerteza no Brasil.

Os Desafios da Operação Transfronteiriça

Operar fora do Brasil exige mais do que apenas investimento financeiro; requer uma adaptação complexa da cadeia de suprimentos e do mix de produtos. A Havan é mestre em logística centralizada, mas as barreiras alfandegárias e as diferenças regulatórias entre os países do Mercosul podem impor desafios operacionais inéditos para a equipe de Hang.

No entanto, a solidez financeira do grupo e sua marca forte são ativos poderosos. Se a expansão internacional se concretizar, a Havan deixará de ser apenas um fenômeno regional brasileiro para se tornar um player multinacional, alterando a dinâmica competitiva do varejo no Cone Sul.

Na visão do Kautt Radar, a estratégia de Hang demonstra que, no varejo moderno, a agilidade para realocar capital entre nações é a melhor defesa contra a instabilidade política doméstica.

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Fonte original: https://exame.com/exame-in/luciano-hang-mira-paraguai-e-aguarda-eleicoes-no-brasil-para-definir-ritmo-de-expansao-da-havan/. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.