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EUA: Scott Bessent e a Nova Era das Stablecoins Reguladas

21 de outubro de 2026

O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, celebrou a consolidação das diretrizes finais para as stablecoins, estabelecendo um paralelo histórico com a criação do sistema bancário nacional. A medida visa integrar ativos digitais ao sistema financeiro tradicional com maior segurança jurídica e supervisão.

O Marco Regulatório e o Paralelo Histórico de Scott Bessent

A recente oficialização das regras para stablecoins nos Estados Unidos representa mais do que um ajuste técnico; trata-se de um divisor de águas na arquitetura financeira moderna. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, não poupou superlativos ao classificar o novo marco regulatório, comparando-o à legislação promulgada por Abraham Lincoln no século XIX, que organizou a emissão de moedas pelos bancos e fundamentou o dólar como o conhecemos.

Para Bessent, a implementação dessas regras é o passo que faltava para retirar as stablecoins da zona cinzenta da especulação e colocá-las como ferramentas legítimas de eficiência econômica. Ao traçar esse paralelo histórico, o Secretário sinaliza que a administração enxerga a tecnologia blockchain não como uma ameaça ao sistema, mas como a evolução natural da custódia e transferência de valor.

Segurança Jurídica e a Institucionalização do Cripto

O principal objetivo da nova norma é garantir que cada token emitido tenha lastro real e auditável, mitigando riscos sistêmicos que abalaram o setor em anos anteriores. Com regras claras sobre reservas e liquidez, o governo dos EUA busca evitar corridas bancárias digitais, protegendo o investidor institucional e o consumidor final.

Essa clareza regulatória é o que grandes bancos e fundos de investimento aguardavam para ampliar sua exposição ao setor. A expectativa é que, com a chancela do Tesouro, as stablecoins passem a ser utilizadas de forma massiva em liquidações internacionais e no mercado interbancário, reduzindo custos e tempo de transação que hoje dependem de sistemas legados e lentos.

Impactos para o Ecossistema Global de Negócios

A movimentação de Washington reverbera em todo o mundo, inclusive no Brasil. Como o dólar é a moeda de reserva global, a padronização das stablecoins atreladas à divisa americana força outros reguladores a acelerarem seus próprios processos. O mercado agora observa como a integração entre as finanças tradicionais (TradFi) e as finanças descentralizadas (DeFi) será facilitada por essa base normativa.

Empresas de tecnologia e fintechs que operam com ativos digitais agora possuem um roteiro de conformidade. Isso deve impulsionar uma nova onda de IPOs e fusões no setor, à medida que a conformidade se torna um ativo valioso. O otimismo de Bessent reflete uma visão onde a inovação não é sufocada, mas direcionada para canais que garantam a estabilidade do dólar no ambiente digital.

A consolidação das stablecoins sob a égide do Tesouro Americano é a prova definitiva de que o mercado cripto deixou de ser um experimento periférico para se tornar o novo alicerce do capitalismo digital global.

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Fonte original: https://exame.com/future-of-money/secretario-do-tesouro-dos-eua-comemora-publicacao-de-regra-final-para-stablecoins/. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.