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Recessão na Argentina: Atividade Econômica Estagna no 3º Tri

22 de outubro de 2026

Os dados mais recentes do Estimador Mensal de Atividade Econômica (EMAE) indicam que a Argentina caminha para uma confirmação técnica de recessão no terceiro trimestre. Apesar de uma leve variação positiva em agosto, o acumulado anual negativo e a retração severa de julho pressionam o cenário macroeconômico do país.

O Cenário Frágil da Atividade Econômica Argentina

A economia argentina atravessa um momento de extrema fragilidade, onde cada indicador serve como um termômetro para a viabilidade das reformas estruturais implementadas nos últimos meses. Dados recentes do Estimador Mensal de Atividade Econômica (EMAE) revelam que o país está à beira de confirmar uma recessão técnica no terceiro trimestre de 2024. Após uma queda drástica de 2,8% registrada em julho, o ligeiro avanço de 0,1% em agosto não foi suficiente para reverter o pessimismo dos mercados.

Quando analisamos o desempenho anualizado, a situação torna-se ainda mais complexa: uma retração de 1,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse cenário reflete a dificuldade de setores vitais, como a indústria e o comércio, em encontrar tração em meio a uma política monetária austera e a uma inflação que, embora em trajetória de desaceleração, ainda corrói o poder de compra da população.

Setores em Conflito: Onde a Economia Estancou

Para entender a paralisia do PIB argentino, é preciso observar a discrepância entre os setores. Enquanto o agronegócio e a exploração de recursos naturais (como energia e mineração) mostram sinais de resiliência e são os principais geradores de divisas, o mercado interno padece. A construção civil e a manufatura continuam sendo os elos mais fracos da corrente, sofrendo com o corte de gastos públicos e a incerteza sobre o câmbio.

A leve oscilação positiva de agosto é vista por analistas mais como uma estabilização no "fundo do poço" do que propriamente o início de uma recuperação em V. A falta de investimentos privados robustos, que ainda aguardam maior clareza sobre a saída do controle cambial (cepo), impede que a economia reaja com o vigor necessário para evitar o fechamento negativo do trimestre.

Desafios Políticos e o Caminho para 2025

O governo atual enfrenta o desafio hercúleo de equilibrar as contas públicas sem aniquilar completamente a atividade produtiva. A estratégia de déficit zero é o pilar central, mas seu efeito colateral imediato é a retração do consumo. O mercado financeiro observa atentamente se a administração conseguirá manter o apoio popular e político enquanto os indicadores de atividade não mostram uma melhora tangível para o cidadão comum.

A expectativa para o fechamento do ano é de cautela. Se o terceiro trimestre consolidar a queda, a pressão por medidas de estímulo ou por uma flexibilização mais rápida do câmbio aumentará consideravelmente. O radar agora se volta para os dados de setembro, que serão o fiel da balança para determinar se a Argentina conseguirá ensaiar um crescimento modesto no início de 2025 ou se permanecerá estagnada em um ciclo de contração.

A persistência da retração econômica na Argentina sinaliza que o ajuste fiscal, embora necessário para a estabilidade a longo prazo, cobra um preço alto da atividade produtiva imediata, exigindo uma transição rápida para um modelo que atraia capital estrangeiro real.

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Fonte original: https://www.infomoney.com.br/economia/argentina-deve-ter-entrado-em-recessao-no-3o-tri-mostra-indice-de-atividade/. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.