Kautt

Kautt Radar / Negócios

Bancos no 3T24: Goldman Sachs Aponta Itaú e Nu como Líderes

09 de outubro de 2026

O setor bancário brasileiro enfrenta um terceiro trimestre marcado pelo aumento das provisões contra a inadimplência, conforme aponta análise recente do Goldman Sachs. Enquanto bancos públicos enfrentam ventos contrários, instituições como Itaú e Nubank consolidam-se como as opções mais resilientes do mercado financeiro.

O Equilíbrio de Forças no Setor Bancário: Desafios e Favoritos para o 3T24

O cenário macroeconômico brasileiro impõe uma nova camada de complexidade para as instituições financeiras no encerramento do terceiro trimestre de 2024. De acordo com um relatório estratégico do Goldman Sachs, o mercado deve se preparar para um aumento generalizado nas provisões para devedores duvidosos, um movimento que reflete a deterioração gradual da qualidade do crédito no país.

A Divergência entre Públicos e Privados

Um dos pontos centrais da análise reside na disparidade de performance esperada entre os grandes players. O Goldman Sachs projeta que os bancos públicos, notadamente o Banco do Brasil, devem enfrentar uma pressão maior sobre suas margens e métricas de inadimplência. Esse pessimismo moderado com as instituições estatais decorre de uma exposição mais sensível a setores que estão sentindo o peso dos juros elevados por tempo prolongado.

Enquanto o Banco do Brasil lida com ajustes necessários em sua carteira, o mercado observa atentamente se a eficiência operacional acumulada nos últimos anos será suficiente para mitigar o impacto do aumento do risco de crédito. Por ora, a recomendação de cautela predomina entre os analistas da casa norte-americana.

Itaú: A Fortaleza da Consistência

No lado oposto do espectro, o Itaú Unibanco (ITUB4) reafirma sua posição como o favorito absoluto no setor de bancos tradicionais. A tese de investimento baseia-se na capacidade superior do banco em gerir riscos sem sacrificar o crescimento da carteira. A instituição tem demonstrado uma habilidade ímpar em antecipar ciclos de inadimplência, mantendo um balanço robusto que atrai investidores em busca de segurança e dividendos previsíveis.

O foco do Itaú na digitalização e na rentabilidade dos clientes de alta renda funciona como um amortecedor contra as oscilações mais severas da economia doméstica. Para o 3T24, a expectativa é de que o banco mantenha seu ROE (Retorno sobre Patrimônio) em patamares elevados, distanciando-se de seus pares diretos no setor privado.

A Ascensão Ininterrupta do Nubank

Além dos gigantes tradicionais, o Nubank continua a desafiar as métricas convencionais de crescimento. Citado como uma das escolhas preferenciais, o neobanco tem conseguido expandir sua base de receitas por cliente (ARPU) enquanto mantém os custos operacionais sob controle. A capacidade da fintech em monetizar sua vasta base de usuários, especialmente por meio de produtos de crédito e seguros, coloca a empresa em uma trajetória de lucro crescente que justifica o otimismo do Goldman Sachs.

A dualidade entre a tradição do Itaú e a inovação ágil do Nubank parece ser o porto seguro para o capital institucional neste trimestre. Ambas as instituições, embora com modelos de negócios distintos, compartilham a eficiência tecnológica como pilar central de sustentação.

A perspectiva Kautt é que a digitalização forçada nivelou o jogo tecnológico, mas a disciplina na alocação de capital ainda é o que separa os vencedores dos perdedores nesta safra de resultados.

#Mercado Financeiro #Itaú #Nubank #Bancos #Investimentos #Goldman Sachs

Fonte original: https://www.infomoney.com.br/mercados/bancoes-sob-pressao-no-3t26-goldman-ve-piora-do-credito-e-tem-itau-como-favorito/. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.