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Eleições SC: Carol De Toni Lidera Corrida para o Senado

03 de outubro de 2026

A última pesquisa Quaest para o Senado em Santa Catarina revela uma consolidação da direita, com Carol De Toni assumindo a liderança isolada dos votos válidos. O cenário aponta para uma disputa acirrada pelas duas vagas, evidenciando a força do bolsonarismo no estado.

O Cenário Político Catarinense na Reta Final

A corrida pelas duas cadeiras de Santa Catarina no Senado Federal entrou em sua fase decisiva com a divulgação da última pesquisa Quaest antes do pleito. O levantamento, divulgado neste sábado, desenha um quadro de forte hegemonia da direita e centro-direita no estado, refletindo tendências históricas do eleitorado catarinense, mas com nuances importantes sobre a transferência de capital político entre os candidatos.

A liderança de Carol De Toni (PL) é o ponto de maior destaque. Com 30% das intenções de votos válidos, a candidata demonstra um crescimento consistente, distanciando-se de seus perseguidores diretos e consolidando sua posição como a principal aposta do Partido Liberal no estado. Este movimento sugere que a base eleitoral conservadora está afunilando suas escolhas, priorizando nomes com forte alinhamento ideológico.

Disputa Acirrada e Fragmentação de Votos

Logo atrás de De Toni, a disputa pela segunda vaga permanece aberta e intensamente competitiva. Carlos Bolsonaro (PL) aparece com 24% dos votos válidos, indicando que a estratégia de lançar múltiplos nomes fortes dentro da mesma legenda tem gerado uma divisão interna de votos, mas mantendo a sigla em patamares elevados. A presença de Carlos Bolsonaro no estado reforça a nacionalização do debate político local.

Correndo por fora, o veterano Esperidião Amin (PP) registra 20%, mantendo-se vivo na disputa através de seu recall político e base histórica. Por outro lado, a esquerda, representada por Décio Lima (PT) com 12% e Afrânio Boppré (Psol) com 5%, enfrenta o desafio de romper a barreira do conservadorismo predominante na região sul do país. Outros nomes como Lunelli (MDB) e candidatos de siglas menores completam o quadro, mas com chances estatísticas reduzidas diante da polarização estabelecida.

Tendências e o Impacto no Equilíbrio de Poder

Quando observamos os votos totais, o crescimento de Carol De Toni se torna ainda mais evidente, saltando de 17% para 20% em comparação ao levantamento anterior de setembro. Em contrapartida, nomes como Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin apresentaram oscilações negativas dentro da margem de erro, o que pode sinalizar uma migração de última hora do eleitorado "útil" em direção à candidata que lidera.

A queda no número de brancos e nulos (de 9% para 8%) também aponta para uma decisão mais firme do eleitorado na véspera da votação. Para o mercado e para a governabilidade federal, o resultado em Santa Catarina é um termômetro vital: a vitória consolidada do PL no estado fortalecerá a bancada de oposição no Senado, influenciando diretamente a pauta de reformas e o equilíbrio entre os poderes a partir do próximo ano.

A consolidação da direita em Santa Catarina não é apenas uma vitória regional, mas um sinal claro de que o Sul continuará sendo o principal polo de resistência e influência conservadora no Congresso Nacional.

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Fonte original: https://valor.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/10/03/quem-est-na-frente-para-senador-em-santa-catarina-veja-resultados-da-ltima-pesquisa.ghtml. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.