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Tendências de Viagens 2026: EUA e América Latina Lideram

21 de outubro de 2026

O cenário do turismo internacional para o fim de 2026 revela uma mudança nas prioridades dos brasileiros, com os Estados Unidos no topo das preferências individuais. Além disso, a América Latina ganha força regional, superando a Europa na antecipação de seguros viagem para o período.

Turismo 2026: O Novo Mapa de Preferências do Viajante Brasileiro

O mercado de turismo e o setor de seguros estão testemunhando uma reconfiguração significativa nas intenções de viagem dos brasileiros para o encerramento de 2026 e início de 2027. Dados recentes da Ciclic, empresa pertencente ao braço de seguros do Banco do Brasil, indicam que o planejamento antecipado não apenas cresceu, mas também mudou de direção geográfica.

Historicamente disputando a preferência com destinos europeus, os Estados Unidos retomaram o posto de destino individual mais cobiçado. O país norte-americano concentra 20,6% das apólices de seguro viagem já emitidas para o próximo verão, consolidando sua posição como o destino internacional predileto para quem busca lazer, compras e entretenimento.

A Ascensão da América Latina no Planejamento Regional

Embora os EUA liderem como país isolado, a análise por blocos regionais revela uma surpresa estratégica: a América Latina é agora a principal escolha regional para as férias de fim de ano. O bloco concentra 28,9% das contratações antecipadas, impulsionado por vizinhos como Argentina e Chile, que figuram com 10,6% e 4,3% das preferências, respectivamente.

Essa movimentação sinaliza um amadurecimento do turismo intrarregional. Fatores como a conectividade aérea ampliada, taxas de câmbio competitivas em relação ao euro e a diversidade de climas — do calor das praias caribenhas ao frescor das montanhas andinas — tornam a região um porto seguro para o planejamento financeiro das famílias brasileiras.

O Deslocamento da Europa e a Resiliência do Mercado Interno

Em um contraste marcante com o ano anterior, a Europa registrou uma queda na dominância das reservas antecipadas. Se no último ciclo o continente europeu detinha 30% do mercado de seguros, agora essa fatia recuou para 23,9%. Países tradicionais como Espanha (7,6%) e França (5,3%) mantêm-se relevantes, mas já não exercem o mesmo apelo massivo de outrora no estágio inicial do planejamento.

Paralelamente, o turismo doméstico mantém sua relevância estratégica. O Brasil aparece como o segundo destino individual mais procurado, com 15,9% das apólices. Isso demonstra que, mesmo com a abertura total das fronteiras globais, o viajante brasileiro continua investindo em proteção e segurança para explorar o próprio país, reconhecendo os riscos de cancelamentos e emergências médicas mesmo em voos nacionais.

Impacto Econômico e Comportamento do Consumidor

Esta mudança de comportamento reflete uma busca por maior previsibilidade financeira. Ao antecipar a compra do seguro viagem, o consumidor tenta se proteger de variações cambiais e garantir coberturas mais robustas. O fato de os Estados Unidos e o Canadá somarem 21,9% das intenções regionais reforça a tese de que o viajante premium, foco do setor de serviços, está retomando hábitos pré-pandêmicos com vigor total.

Para as empresas do setor, este cenário exige uma personalização maior dos serviços. A oferta de seguros agora precisa considerar não apenas a saúde, mas garantias contra extravios e atrasos, que se tornaram mais comuns em rotas de alta densidade como as transatlânticas e as conexões para Miami e Nova York.

A diversificação dos destinos brasileiros em 2026 reflete uma maturidade financeira onde a proteção da experiência de viagem tornou-se tão prioritária quanto a escolha do próprio destino.

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Fonte original: https://valor.globo.com/patrocinado/pressworks/noticia/2026/10/21/eua-lideram-viagens-de-fim-de-ano-e-america-latina-concentra-289-das-contratacoes-de-seguro-viagem-1.ghtml. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.