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Eleições RS: Zucco lidera Quaest e pode vencer no 1º turno

03 de outubro de 2026

O cenário eleitoral no Rio Grande do Sul sofreu uma guinada decisiva com a divulgação da última pesquisa Quaest. O deputado federal Luciano Zucco (PL) agora registra chances reais de liquidar a fatura já no primeiro turno, consolidando a força da direita no estado.

A Arrancada de Zucco: O Cenário Decisivo para o Governo do Rio Grande do Sul

As vésperas do pleito estadual, o panorama político no Rio Grande do Sul apresenta uma configuração surpreendente que pode redefinir a estratégia das coalizões partidárias. A mais recente sondagem realizada pelo instituto Quaest, divulgada neste sábado, indica que o deputado federal Luciano Zucco (PL) atingiu um patamar de intenções de voto que torna matematicamente possível uma vitória imediata, dispensando a necessidade de uma segunda rodada de votação.

Este movimento reflete uma consolidação do eleitorado conservador em um dos estados mais influentes do país, tanto no aspecto político quanto no econômico. O Rio Grande do Sul, que detém o posto de sexto maior colégio eleitoral do Brasil com 8,5 milhões de votantes, serve como um termômetro vital para as tendências nacionais.

Os Números da Reta Final

Ao analisarmos o critério de votos válidos — que exclui brancos, nulos e indecisos, sendo o método oficial utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para definir o resultado — Zucco aparece com 52%. Este índice coloca o candidato acima da linha necessária para a vitória direta. Em contrapartida, Juliana Brizola (PDT) registra 35%, seguida pelo atual vice-governador Gabriel Souza (MDB), que detém 12%.

Contudo, o cenário de votos totais ainda revela uma camada de incerteza que não pode ser ignorada pelos analistas. Com 17% dos eleitores declarando-se indecisos e 7% optando por branco ou nulo, o engajamento de última hora e a conversão desses votos serão cruciais. No cômputo geral, Zucco lidera com 39%, enquanto Juliana possui 25% e Gabriel soma 9%.

Polarização e Estratégia Regional

A ascensão de Zucco sinaliza uma preferência por uma gestão alinhada a pautas de austeridade fiscal e segurança pública, temas que tradicionalmente ressoam com o setor produtivo gaúcho. A performance de Juliana Brizola, mantendo o segundo lugar, demonstra a resiliência de uma base trabalhista histórica, mas que parece enfrentar dificuldades para romper o teto e forçar o segundo turno.

Por outro lado, o desempenho de Gabriel Souza levanta questionamentos sobre a continuidade da atual gestão estadual. Como representante da máquina administrativa atual, sua posição sugere um desejo de mudança por parte de uma fatia considerável da população, que parece buscar alternativas fora do eixo governista tradicional do MDB.

Impacto e Metodologia

A volatilidade de última hora é comum em estados com tradição de debates intensos como o Rio Grande do Sul. A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais. Essa variação estatística é o que mantém a disputa em aberto, embora a tendência de crescimento da candidatura do PL seja evidente nos dados coletados.

A logística eleitoral em 497 municípios gaúchos exige uma operação robusta, e o resultado deste domingo impactará diretamente o ambiente de negócios e as parcerias federais nos próximos quatro anos. Independentemente do desfecho, o estado reafirma seu papel como protagonista na balança de poder brasileira.

Para o mercado, a definição célere no primeiro turno reduz incertezas, mas a fragmentação dos votos totais indica que o futuro governador precisará de ampla habilidade de articulação para garantir a governabilidade em um estado historicamente dividido.

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Fonte original: https://valor.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/10/03/quaest-no-rs-h-possibilidade-de-eleio-de-zucco-pl-em-primeiro-turno.ghtml. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.