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Cleitinho em MG: Renegociação de Dívida e Fim de Privatizações

09 de outubro de 2026

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, estabelece as diretrizes de sua gestão com foco na austeridade fiscal e na renegociação da dívida bilionária com a União. Contrariando expectativas de alas liberais, o novo gestor descarta a privatização da Cemig e aposta na revisão de contratos internos para equilibrar as contas públicas.

O cenário político em Minas Gerais entra em uma nova fase de definições estratégicas com a ascensão de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo estadual. Em um movimento que mistura pragmatismo econômico e diplomacia institucional, o governador eleito sinaliza que a prioridade zero de sua gestão será o enfrentamento da dívida pública mineira, que hoje beira a marca de R$ 190 bilhões.

Para o setor de tecnologia e negócios, as diretrizes de Cleitinho indicam um governo que buscará eficiência operacional antes de recorrer à venda de ativos estratégicos. Diferente de plataformas estritamente privatistas, o governador eleito já manifestou sua intenção de manter o controle estatal sobre a Cemig, uma das maiores companhias do setor elétrico brasileiro, focando na melhoria da gestão interna em vez da alienação da empresa.

Renegociação da Dívida e Diálogo Federal

O grande gargalo financeiro de Minas Gerais é a relação de dependência e débito com o Governo Federal. Cleitinho Azevedo tem adotado uma postura de neutralidade estratégica ao afirmar que, independentemente do resultado das eleições presidenciais, o diálogo com Brasília será imediato e pragmático. A meta é garantir condições de pagamento que não asfixiem a capacidade de investimento do estado.

A estratégia envolve a busca por um novo indexador ou prazos estendidos que permitam ao Palácio Tiradentes respirar financeiramente. O senador reforça que a estabilidade econômica mineira depende diretamente desse acordo, tratando o tema como uma questão de Estado e não de alinhamento partidário momentâneo.

Austeridade e Eficiência Administrativa

Para sustentar a manutenção de empresas públicas e a saúde financeira, o plano de governo foca em uma reforma administrativa silenciosa, mas profunda. Cleitinho propõe uma redução drástica no número de cargos comissionados, buscando profissionalizar as camadas de gestão e reduzir o peso da folha de pagamento.

Além do corte de pessoal indicado, o governo planeja uma varredura em contratos vigentes e, principalmente, uma análise criteriosa das isenções fiscais concedidas. Essa revisão busca identificar quais benefícios tributários realmente geram contrapartida social e econômica para o estado e quais podem ser revertidos para aumentar a arrecadação sem a necessidade de criação de novos impostos.

A Manutenção da Cemig como Ativo Estratégico

A decisão de descartar a privatização da Cemig é um dos pontos mais sensíveis para o mercado financeiro. Ao optar pelo controle público, Cleitinho assume o desafio de tornar a estatal mais competitiva e moderna em um setor que passa por intensa transformação digital e transição energética.

Essa escolha sugere que o governo mineiro enxerga na infraestrutura energética um pilar de desenvolvimento que deve permanecer sob a tutela do Estado, visando fomentar a indústria local e garantir a segurança energética necessária para atrair novos investimentos tecnológicos para a região.

Para o Kautt Radar, a aposta em austeridade sem privatizações coloca Minas Gerais em um laboratório de gestão que testará se a eficiência pública pode, de fato, substituir a entrada de capital privado em setores críticos.

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Fonte original: https://valor.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/10/09/governador-eleito-de-mg-cleitinho-quer-cortar-cargos-renegociar-divida-com-uniao-e-descarta-privatizar-cemig.ghtml. Artigo reescrito e analisado pelo sistema Kautt Radar.